Moradora denuncia obra no Horto Florestal após danos à saúde e renda

Impactos da obra na saúde local

A construção imobiliária em andamento na Avenida Santa Luzia, no Horto Florestal, em Salvador, está gerando sérios efeitos negativos sobre a saúde dos residentes. A produtora cultural e ativista, Bete Capinan, de 79 anos, que reside na Rua Buriti, relatou que a obra tem causado um aumento alarmante de problemas respiratórios. Os moradores estão lidando diariamente com uma série de incômodos, incluindo barulho excessivo, poeira e odores desagradáveis, consequências das atividades de construção. Essa situação se agravou desde junho de 2025, quando a construção começou a afetar a vida da comunidade local.

Relato de moradores afetados

Bete Capinan, que vive com sua família no local, expressou suas preocupações sobre as condições insalubres que a obra está causando. Ela mencionou que a movimentação de aproximadamente 12 mil metros cúbicos de terra para nivelar o solo tem sido acompanhada por barulhos altos de maquinário pesado, tudo movido a diesel, gerando poluição não apenas sonora, mas também do ar. Para Bete, a situação é insuportável, impactando não somente sua saúde, mas também a leveza do dia a dia de sua família, incluindo crianças e animais de estimação.

Condições insalubres por conta da construção

O quadro se agrava ainda mais pelo fato de que a poeira e o gás proveniente das máquinas estão adentrando em sua residência, trazendo sérios riscos à saúde, especialmente para os mais vulneráveis, como crianças e idosos. Bete descreve a situação de sua bisneta, que sofre de obstruções nasais frequentes, como um exemplo claro do impacto que a construção tem causado sobre a saúde da família. As atividades relacionadas à obra têm gerado inquietação e preocupação constante entre os moradores da área, que temem as repercussões a longo prazo.

Demandas da comunidade afetada

A luta da comunidade do Horto Florestal não se limita apenas ao impacto imediato na saúde. Os moradores estão exigindo um controle ambiental mais rigoroso para minimizar os efeitos das obras. A ativista relatou que a proposta de solução apresentada pela equipe técnica da construtora foi considerada ineficaz, propondo apenas cobrir a parte contígua da casa de Bete com uma lona. Essa medida, segundo ela, não é suficiente para evitar danos à saúde e à qualidade de vida da família, que já vem sofrendo por causa da imundície trazida pela construção.

Desafios enfrentados por Bete Capinan

A situação se torna mais crítica quando consideramos os desafios enfrentados por Bete na sua rotina como trabalhadora da cultura. Com sua saúde e a de sua família comprometidas, ela relata que sua capacidade de trabalho foi severamente afetada. Os conflitos gerados pela construção a obrigaram a mudar temporariamente seus locais de trabalho, o que não só revolveu sua dinâmica, mas também aumentou significativamente seus custos operacionais. A busca por um espaço saudável para trabalhar em um ambiente limpo tornou-se uma tarefa árdua e estressante.

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Questões ambientais relacionadas à obra

A obra levanta questões cruciais sobre a adequação dos processos de licenciamento e controle ambiental. Dados indicam que, apesar do alvará concedido pelo Departamento Municipal de Meio Ambiente, as normas de precaução e proteção aos moradores não estão sendo respeitadas. Os relatos de Bete sobre a falta de medidas adequadas para proteger a comunidade em torno da obra enfatizam a necessidade de revisão das práticas utilizadas e o acompanhamento mais eficaz por parte das autoridades competentes.

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Importância do controle ambiental

O controle ambiental é fundamental para garantir um equilíbrio entre o desenvolvimento urbano e a saúde das comunidades afetadas. A presença de poeira, gases tóxicos e ruídos excessivos durante a obra é uma violação às normas de segurança e saúde. O caso em questão evidência que um planejamento adequado, que considere as necessidades dos moradores locais, é essencial para evitar que projetos urbanísticos causem prejuízos a saúde e ao bem-estar da população.

Impacto na renda dos moradores

Além do impacto físico e emocional, a obra está afetando a renda dos moradores, como relatado por Bete. Calamidades relacionadas à saúde resultaram na necessidade de deslocamento e emergência financeira, o que se torna um empecilho, ainda mais para aqueles que já lidam com dificuldades econômicas. Para Bete, a situação não apenas ameaça seu sustento, mas também sua capacidade de continuar contribuindo com a cultura local, um setor em que ela encontra não apenas a sua profissão, mas um propósito social.

Responsabilidade da construtora

O papel das construtoras em garantir a segurança e a saúde dos moradores ao redor de novos empreendimentos não pode ser negligenciado. Nesse caso específico, a construtora MELG Empreendimentos Imobiliários é diretamente responsável pela realização das obras e pelos impactos que elas causam. A falta de comunicação eficiente entre a empresa e os moradores, associada à ausência de soluções práticas para minimizar os transtornos, coloca em questão a ética e a responsabilidade social da construtora frente à comunidade.

A necessidade de regulamentações mais rigorosas

A situação do Horto Florestal é um chamado à reflexão sobre a necessidade de regulamentações mais rigorosas relacionadas ao licenciamento de obras em áreas residenciais. Este caso destaca a vontade das comunidades em serem ouvidas e em ter suas necessidades respeitadas, o que requer um senso de responsabilidade compartilhada por todas as partes envolvidas. Apenas através do diálogo e da implementação de melhores práticas será possível minimizar os impactos negativos de obras sobre a saúde e o bem-estar dos cidadãos.